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A Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas de Resende (antes denominada BE do AVEResende) era constituída, no ano letivo de 2009/2010, pela Biblioteca do Centro Escolar de S. Martinho de Mouros (BCESMM) e pela Biblioteca Dr. Joaquim Correia Duarte (BJCD). No ano letivo de 2010/2011, a BE ficou enriquecida com a Biblioteca do Centro Escolar de Resende (BCER). Em 2011/2012, com a junção de escolas, o Agrupamento de Escolas de Resende passou a ter, com a BEgas (Biblioteca da Escola Secundária), quatro bibliotecas em funcionamento. Atualmente, e desde 2013/2014, a BE é formada por mais uma biblioteca, a do Centro Escolar de S. Cipriano (BCESC). Constituem objetivos principais da BE: disponibilizar recursos e serviços, para todas as escolas do agrupamento, e fomentar, entre estas, o diálogo e a cooperação, em parceria com as entidades locais, de modo a contribuir para a consolidação da Rede de Bibliotecas Escolares; Promover o serviço de marketing da BE.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Visitas animadas na biblioteca

É com grande satisfação que realçamos a visita dos nossos amigos leitores, cada dia mais assídua, nos espaços da biblioteca escolar, quer para realizarem leitura e requisitarem livros quer para fazerem consultas e participarem em jogos didáctico-pedagógicos de mesa!

Versões de O Soldado João, em banda desenhada, pelos alunos







segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Comemoração do Dia Internacional da Paz na Biblioteca




Tendo como principal objectivo comemorar o Dia Internacional da Paz, os alunos do ensino pré-escolar e alguns alunos do 1.º ciclo do Centro Escolar de S. Martinho de Mouros estiveram presentes na Biblioteca.
Começaram por identificar os vários espaços da Biblioteca (espaço de atendimento, de consulta geral, de leitura informal, do cantinho da leitura, de trabalho de grupo, de trabalho individual, de áudio e vídeo e de multimédia).
No cantinho da leitura, dialogaram sobre a importância dos livros e os cuidados a ter com eles, enquanto amigos.
Prosseguiram com uma breve explanação sobre o dia que hoje se comemora, antes de partirem para a leitura e exploração dos livros “Partilhar e dar a vez”, de Cheri J. Meiners, e “O Soldado João”, de Luísa Ducla Soares, os alunos do pré-escolar e do 1.º ciclo, respectivamente.
Na despedida, manifestaram a sua alegria por terem estado na Biblioteca, prometeram utilizá-la, com mais frequência, e agradeceram a atenção da senhora professora bibliotecária.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

21 de Setembro - Dia Internacional da Paz

Vamos recordar este dia!
«Considerando que o Dia Internacional da Paz constitui uma oportunidade única para fazer cessar a violência e os conflitos no mundo inteiro e que, por conseguinte, é importante que seja conhecido e observado o mais amplamente possível no seio da comunidade internacional.»

Centro da Informação das Nações Unidas em Portugal
www.onuportugal.pt

Ler a crescer! - O Soldado João


O Soldado João

Era uma vez um soldado chamado João. Vinha de sachar milho, de regar cravos, de semear couves e manjericos.
Agora, toca a marchar, de espingarda ao ombro, mochila às costas, botas de cano, farda a rigor.
Pelos campos fora, o soldado João era a vergonha dos batalhões. Trazia uma flor ao peito, punha as mãos nas algibeiras, coçava o nariz, não acertava o passo. E, para cúmulo, assobiava ou cantava modinhas da sua aldeia.
Bem lhe ralhava o sargento, o ameaçava o capitão, o castigava o general.
Notou que os dois generais inimigos coxeavam ligeiramente, descalçou-lhes as botas e pôs-se a tirar-lhes os calos.
Então, o incrível aconteceu.
Os dois generais levantaram-se ao mesmo tempo e condecoraram-no com duas luzentes medalhas de ouro.
Como era noite, acharam que já passara o tempo da guerra, apertaram as mãos e partiram em paz.
O soldado João sete dias andou até chegar à sua aldeola, onde de novo sacha milho, rega cravos, semeia
couves e manjericos.

Luísa Ducla Soares
O soldado João
Porto, Editora Civilização, 2002

Ler a crescer! - O Conto do Planeta Esperar


O Conto do Planeta Esperar

Um dia, a escola terá um ensino activo de comunicação relacional.

Era uma vez um grupo de homens e mulheres que, farto de viver num planeta onde reinava a falta de comunicação, a incompreensão, a violência, a injustiça e a exploração da maioria pelas minorias burocráticas, políticas ou militares, decidiu exilar-se.
Sim, deixar o seu planeta de origem, o planeta CALAR, para ir viver num planeta diferente que aceitara acolhê-los.
Devo dizer-lhes, desde já, o que tornava este planeta – chamado ESPERAR – diferente. Na verdade, trata-se de um fenómeno relativamente simples mas que, por ser raro, merece grande atenção. Neste planeta, as crianças aprendiam, desde a mais tenra idade, a comunicar, ou seja, a pôr em comum. Aprendiam a pedir, a dar, a receber ou a recusar. De certeza que vão sorrir ou ficar incrédulos perante algo tão pueril ou tão óbvio que não merece a atenção ou o interesse de seja quem for.
Vão pensar que exagero ou que tenho segundas intenções.
Convido-os, no entanto, a escutar.
No planeta ESPERAR, também com uma longa história de guerras e destruições durante milénios, tinha-se finalmente compreendido que a seiva da vida, o que alimenta o bem-estar, a energia vital e, sobretudo, o que dá vivacidade ao amor, é a qualidade das relações que podem existir entre os seres humanos: entre as crianças e os seus pais, entre os próprios adultos.
Tal descoberta não aconteceu sem dor. Foram necessários o empenho e a fé de vários pioneiros, o rigor e a coerência dos que os seguiram, para aceitar o que estava há muito tão mascarado e tão velado, a saber, que todos os habitantes eram, na origem, doentes, deficientes devido à falta de comunicação.
Por exemplo, muitos não sabiam pedir e, por isso, não se arriscavam nem a ouvir uma anuência nem uma recusa. Mas usurpavam, impunham, culpabilizavam, violentavam, para ter e para obter.
Sim, devo dizer-lhes de imediato que o deus que reinava nesta época distante no planeta ESPERAR era o deus TER. Cada qual queria comprar, roubar, tirar aos outros, fechar nos cofres, capitalizar o deus TER. Este reinava sobre as consciências, impunha as suas normas, e a sua moral regulava a circulação das riquezas, violava todas as leis humanitárias, contornava todos os regulamentos em proveito próprio.
A maioria dos seres humanos dessa época não sabia dar; vendia, trocava, enganava para escapar à partilha, entesourava para acumular, guerreava-se continuamente para ter mais e mais.
O receber era frequentemente maltratado. Acolher, expandir tudo o que pudesse ter vindo do outro, era arriscado e desaconselhado.
A intolerância à diferença orientava a maioria para um pensamento único, para os integralismos ou para o “politicamente correcto”. Recusá-los era igualmente apostar em muitas ambivalências, sendo a recusa entendida como oposição, rejeição, desqualificação e não ponto de vista, afirmação positiva quando se tem a liberdade de dizer não, dentro do respeito por si mesmo e pelos outros.
Nessa época, o deus TER apoiava-se em princípios fortes, postos em prática no quotidiano da vida pessoal, profissional e social de cada um.
Recordarei apenas alguns a título indicativo porque, evidentemente, estes princípios tornaram-se hoje caducos no planeta ESPERAR.
O primeiro, de que faziam absoluta questão os pais e os professores da altura, era falar sobre os outros. Sim, sim, não é falar com os outros, mas falar deles, dando ordens, ditando-lhes, por exemplo, aquilo que deveriam pensar ou não, sentir ou não, dizer ou não, fazer ou não. Como compreenderão facilmente, tal princípio destinava-se a manter, tanto quanto possível, as crianças na dependência, e a desenvolver este estádio para proveito de alguns, eternizando relações de dominadores-dominados.
Outro princípio era o de praticar a desqualificação ou a desvalorização.
Ver e pôr de imediato em evidência as faltas, as lacunas, os erros, e não valorizar os êxitos, os ganhos ou os sucessos. A isto juntava-se a culpabilização, muito apreciada, porque evitava o pôr-se em causa ou a responsabilidade, tornando o outro culpado pelo que nos acontecia ou mesmo pelo que poderíamos sentir. «Vê só como me magoas, como me tornas infeliz não seguindo os meus conselhos…»
A chantagem, a dependência, a manipulação completavam os princípios já enunciados para manter, entre os seres humanos, um estado de desconforto, de dúvida, de ambivalência e de antagonismo, propício a desconfianças, violências e desejos de querer mais e mais. A dado momento da história deste planeta, eram tantos os conflitos e as guerras – não de um país contra outro, mas no interior do mesmo país – que dois em cada três seres humanos sobreviviam na insegurança, na pobreza, e com o espectro da fome sempre presente. Nunca houvera tanta exploração económica e sexual das crianças, tantos genocídios friamente decididos, tanta tortura e intolerância.
O homem tornara-se um predador tremendo, dotado de poderes tecnológicos, químicos e biológicos, e capaz de manipulações audiovisuais tão poderosas que nenhum contra-poder podia deter. Em seguida, veio um estado crítico em que a violência íntima, uma violência de sobrevivência, irrompeu nas famílias, nas aldeias, nos bairros das grandes cidades. O aparecimento desta violência, cada vez mais precoce, despertou as consciências. Via-se crianças de oito e dez anos a queimar e a torturar adultos surpreendidos, aturdidos, incrédulos. Pensarão que estou a deturpar, para vos assustar, uma realidade que pode parecer muito semelhante à vossa!
Não pensem, contudo, que todos permaneciam passivos ou inactivos.
Muitos mobilizavam-se, as reformas sucediam-se, as comissões reuniam, os tribunais internacionais tentavam julgar os mais criminosos, alguns ditadores na reforma já não se sentiam seguros, os ministros eram levados a tribunal, os financeiros célebres eram postos na prisão. Havia cada vez mais pessoas a não pactuar com os desvios deste tipo de sociedade.
Mas, como repararam em relação ao nosso próprio planeta, todas estas acções se faziam a jusante, muito mais tarde, e não havia qualquer reforma a montante. Nem uma reforma para uniformizar, reconciliar, propor a cada um as regras de higiene relacional susceptíveis de dar lugar a relações vivas,criadoras, de convivência.
Foi, no entanto, o que fizeram, em algumas décadas, estes pioneiros, estes “despertadores” de vida do planeta ESPERAR, quando convenceram os pais, os adultos, a descer à rua para fazerem greve social. Nunca tal se tinha visto na história deste planeta: homens e mulheres decidiram fazer greve de existência para tentar salvaguardar o pouco de vida que ainda subsistia.
Como é que fizeram? Pararam de trabalhar, de comprar, de utilizar os transportes públicos e privados, de ver televisão, saíram para a rua, encontraram-se, partilharam, ofereceram o que tinham, comungaram a nível das necessidades mais básicas. Ensinaram-se mutuamente o pouco que conheciam sobre uma outra forma de comunicar e de descobrir em conjunto o melhor de si mesmos através do melhor nos outros.
O que se passou em seguida não foi simples: as diligências foram complexas, as resistências fortes, mas um dia, num dos países deste planeta, decidiu-se ensinar a comunicação na escola como uma disciplina de pleno direito, tal como as outras: exprimir-se, ler, escrever, contar, criar, comunicar. E, neste país, a violência começou a desaparecer, a qualidade da saúde (física e psíquica) melhorou, os homens e as mulheres descobriram que podiam permitir-se ser felizes.
Um dia, os homens e as mulheres que ainda vivem, sobrevivem no planeta CALAR, tornado inabitável, decidirão talvez, não exilar-se e ir viver para o planeta ESPERAR, mas aprender a comunicar, a trocar, a partilhar de uma outra forma.
Perguntar-me-ão onde fica o planeta ESPERAR.
Confesso: é urgente inventá-lo em cada cantinho de universo, em cada lugar onde há vida.

Jacques Salomé
Contes à aimer. Contes à s’aimer
Paris, Albin Michel, 1994

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Actividade do Plano de Contingência do Agrupamento






Foi com bastante interesse que os alunos do Centro Escolar de S. Martinho de Mouros participaram na primeira actividade de aprendizagem promovida pela Biblioteca Escolar.
No sentido de contribuir para o Plano de Contingência do Agrupamento face à Gripe A – 2009, foi visitado o livro digital do PNL, “O Nuno escapa à gripe A”, que retrata e divulga, com muito realismo, sugestões gerais facilmente compreendidas pelos nossos alunos.
Após ter sido estabelecido o diálogo vertical sobre o problema e de indicadas algumas características e orientações, foi entoada a canção publicitada no sítio “YouTube”, alusiva ao tema abordado.

ACTIVIDADE DE RECEPÇÃO AOS ALUNOS

No dia 14 de Setembro, a EB2 do AVER iniciou as suas actividades lectivas, com a recepção aos alunos do 5º ano.
Depois de recebidos pela Direcção e de conhecidos os novos professores, o senhor Director do Agrupamento referiu os objectivos do Plano Nacional de Leitura, criado pelo Ministério da Educação.
Continuando esta temática, a senhora professora bibliotecária da escola dialogou, durante breves minutos, com os novos “inquilinos” sobre a importância do livro e da leitura no contributo para a formação pessoal, a partir da apresentação do PowerPoint “Ler é diversão e saber”, preparado para o efeito pelas senhoras professoras bibliotecárias da Biblioteca Escolar do Agrupamento.
Mais tarde, os alunos visitaram a Biblioteca Dr. Joaquim Correia Duarte e receberam um livro, oferecido no âmbito do mencionado Plano Nacional de Leitura.

Um ano pleno de sucesso e recheado de muitas e boas leituras são os votos da equipa da Biblioteca Escolar!