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A Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas de Resende (antes denominada BE do AVEResende) era constituída, no ano letivo de 2009/2010, pela Biblioteca do Centro Escolar de S. Martinho de Mouros (BCESMM) e pela Biblioteca Dr. Joaquim Correia Duarte (BJCD). No ano letivo de 2010/2011, a BE ficou enriquecida com a Biblioteca do Centro Escolar de Resende (BCER). Em 2011/2012, com a junção de escolas, o Agrupamento de Escolas de Resende passou a ter, com a BEgas (Biblioteca da Escola Secundária), quatro bibliotecas em funcionamento. Atualmente, e desde 2013/2014, a BE é formada por mais uma biblioteca, a do Centro Escolar de S. Cipriano (BCESC). Constituem objetivos principais da BE: disponibilizar recursos e serviços, para todas as escolas do agrupamento, e fomentar, entre estas, o diálogo e a cooperação, em parceria com as entidades locais, de modo a contribuir para a consolidação da Rede de Bibliotecas Escolares; Promover o serviço de marketing da BE.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Palavras, para quê!?





Reconto de contos ouvidos no Dia Internacional do Idoso, por alunos do 3.º ano.

No “Dia Internacional do Idoso”, a Biblioteca Escolar criou um fórum na plataforma Moodle, destinado aos alunos do sexto ano (únicos, de momento, inscritos na plataforma), sugerindo-lhes que enviassem uma frase, uma quadra ou um texto sobre o assunto.
Para os incentivar a reflectir, era-lhes apresentado um bonito poema sobre os idosos. Os alunos não se fizeram “rogados” e responderam prontamente ao pedido. Com maior ou menor criatividade, deram-nos a conhecer os seus sentimentos e endereçaram-nos os seus trabalhos.
São esses os trabalhos que ora divulgamos, agradecendo o empenho de todos os alunos que colaboraram.
Trabalhos realizados:

"Costuma-se dizer que de velho se chega a menino. Mas aos meninos toda a gente beija e aos velhinhos não." Já dizia a minha bisavó Quitéria.
Miguel - 6ºD

No dia de Natal, um pai foi a casa do seu filho consoar.
À mesa, o pai, como já não era propriamente novo e as forças já faltavam, quase partia a sua tigela. O filho expulsou-o da mesa e pô-lo a comer, com uma tigela de madeira, num canto da casa. O neto, observando isto, ficou com pena do avô.
No dia seguinte, o pai do menino encontrou-o, debaixo da mesa a fazer uma tigela de madeira, e perguntou-lhe porque é que ele a estava fazer. O filho respondeu-lhe que era para lha oferecer um dia quando precisasse dela.
Júlio Duarte - 6ºD

Idoso é ser dependente.
Desrespeitado por uma sociedade invejosa e
Orgulhosa de si própria.
Soam as badaladas da idade para todos nós.
Oiçam-nos com cuidado e reflictam …
António - 6ºD

Os idosos precisam de nós, pois eles já não têm forças para fazer o que nós fazemos e as suas forças somos nós. Eles precisam de carinho, afecto, ternura, beijinhos, conforto e muita força.
Ajudemo-los!
Ana Moreira - 6ºD

Devemos ajudar os idosos
porque chegará o nosso dia.
Para velhos todos vamos,
o contrário é que não esperamos.
Rui Magalhães – 6º D

Quem sou eu?
Já estou gasto e rugoso. Ninguém me liga nenhuma. Em vez de me ajudarem, encostam-me a um canto. Até se esquecem de mim como se nunca me tivessem visto na vida.
Ari Costa – 6º D

Quem trata bem um idoso,
É rico e bondoso.
Um velhinho coitado,
Anda sempre a sofrer.
E as pessoas passam,
Sem se quer o ver.
Num canto escuro e triste,
Habita um velhinho.
Onde alguém o abandonou,
E não o devia ter deixado sozinho.
Um idoso caiu no meio da solidão,
Porque ninguém lhe deu a mão.
Trata bem um velhinho,
E acontecerá o mesmo então.
Trabalho realizado por Ana Rita Sequeira Truta, Ana Sofia e Filipa - 6º E

O dia do idoso é muito importante.
Devemos respeitá-los e protegê-los.
Há idosos com doenças
que podemos cuidar
e fazer os possíveis
para os não meter no lar.
Carinho e protecção lhes devemos dar,
de certeza que vão gostar.
Alguma coisa devemos fazer,
para os poder ajudar.
Vamos dar um beijinho
e visitar
aqueles idosos
que estão no lar.
No dia do idoso,
uma festa vamos fazer
e ao lar vamos cantar
para os alegrar.
Joana, Ana, Ana Cristina e Bruno - 6ºE

Os idosos merecem respeito, amor, carinho e ajuda.
Turma: 6ºC

“Dia Internacional do Idoso”
Um idoso sozinho, pobre, coitadinho, sozinho no monte, sem nenhuma fonte.
Sem nenhuma fonte, sem nenhuma gota de água, e a fome … mas é melhor a água!
Mas é melhor a água porque outra coisa não há, porque é que essa pessoa é tão má?
É tão má, porque me deixou aqui, só e abandonado, sem nada para mim!
Sem nada para mim, nem sequer um lençol, podia ou menos deixar-me virado para o sol!
Virado para o sol e não para a chuva, debaixo de um coberto ou de um guarda-chuva.
Trabalho realizado por Liliana, Lúcia, Luís, Francisco – 6ºE

sábado, 10 de outubro de 2009

Uma visão da BE






Apresentam-se algumas fotografias que perspectivam a biblioteca actual, que procura ir ao encontro das necessidades e interesses dos jovens leitores, oferecendo uma visão global da sua utilização, num esforço por sublinhar o que de bom, aqui, vai acontecendo.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

A Biblioteca Escolar recorda o aniversário da República



No âmbito da educação para a cidadania, a Biblioteca Escolar Joaquim Correia Duarte começou ontem a promover breves debates com os alunos das turmas do 5º ano, sobre a Revolução do 5 de Outubro de 1910 – A Implantação da República.
Após um curto diálogo acerca da razão do feriado de segunda-feira, os alunos falaram entusiasmadamente de monarquia e república, de reis e presidentes.
De seguida, visionaram um CD-ROM, onde lhes foi apresentada, muito sumariamente, a Revolução bem como as razões próximas que a motivaram. Analisaram e explicaram o significado da Bandeira Nacional. Terminaram a sessão, entoando respeitosamente o Hino nacional.
Certos de que não esgotámos o tema, pois muito mais haveria a dizer, acreditamos que conseguimos despertar a curiosidade e o prazer de voltar à Biblioteca, para pesquisar mais informação sobre o assunto!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Comemoração do Dia Mundial da Música e do Dia Internacional do Idoso

No âmbito das actividades comemorativas do Dia Mundial da Música, os alunos do ensino pré-escolar e os alunos do 1.º ciclo do Centro Escolar de S. Martinho de Mouros puderam assistir a três actuações musicais realizadas por alguns alunos da Escola EB2 do nosso agrupamento, estabelecendo um saudável convívio e intercâmbio entre escolas.





A comemoração do Dia Internacional do Idoso foi contemplada, no contexto físico da biblioteca, através da narração de contos do património oral da região e da descrição de brincadeiras tradicionais, por parte de alguns elementos da nossa comunidade educativa, nomeadamente assistentes operacionais (D. Isabel Chaves e D. Chinha Xavier) e avós (D. Carolina Miranda e Srs. Manuel Pereira e Carlos Antunes).


Calorosas salvas de palmas agradecidas e um certificado de participação foram os singelos presentes que oferecemos aos nossos prezados convidados.

sábado, 26 de setembro de 2009

1 de Outubro - Dia Mundial da Música e Dia Internacional do Idoso

No Dia Mundial da Música, podemos homenagear todos aqueles que apreciam música nas suas formas mais diversas, para além de músicos e compositores. Este dia comemorativo foi criado em 1975, pela UNESCO, tendo como principal objectivo fomentar a reflexão sobre a Música nas Sociedades Modernas.
Recordamos também, nesta data, o Dia Internacional do Idoso como dia de reconhecimento do grande contributo das pessoas com mais experiência de vida, para a manutenção de uma comunidade responsável e íntegra de valores.
Lembramos que a família é o núcleo da sociedade e o elemento primordial na prestação de cuidados, afectos e acompanhamento solidário e social.

Ler a crescer! - O cestinho de romãs

O cestinho de romãs

Inspirado numa história tradicional portuguesa

Não havia ninguém que gostasse tanto de romãs como a avó Adelina! Gostava de as olhar, de as pôr bem no centro da mesa a enfeitar o dia, e também de as comer, de se deliciar com os seus grãozinhos doces.
Por isso, a sua amiga Miquelina lhe ofereceu, por altura do Dia de Reis, um cestinho de romãs.
A avó Adelina agradeceu-lhe muito, de olhinhos a brilhar, mas depois pensou:
“Vou dar este cestinho de romãs à minha filha Maria!”
Pegou numa folha de papel branco e fez um lindo guardanapo recortado, com o qual forrou o cestinho. Depois, foi a casa da filha. Viu que ela não estava em casa e resolveu deixar-lhe o cestinho em cima da mesa da sala de jantar. Como ela ia ficar contente! Em cima do guardanapo de papel recortado, as romãs ainda pareciam mais rainhas.
Quando a filha chegou a casa e viu as romãs, ficou admirada e logo teve uma ideia:
“Vou dar este cestinho de romãs à minha filha Aninhas!”
E se bem o pensou, melhor o fez. Levou o cestinho para casa da sua filha Aninhas, que tinha acabado de casar e ainda andava a arrumar os tarecos. Como ela ia ficar contente!
Como a filha tinha saído para comprar pão, deixou-lhe o cestinho de romãs em cima de um aparador e foi-se embora em bicos de pés, a sorrir da surpresa que lhe tinha feito.
Quando a Aninhas chegou a casa, ficou admirada e logo teve uma ideia:
“Vou dar este cestinho de romãs à minha avó Adelina!”
Ela sabia muito bem que o melhor presente que a sua avó poderia receber era, sem sombra de dúvida, um cestinho de romãs. Por isso, entrou muito sorrateira em casa da avó, que por acaso tinha deixado a porta aberta e cantarolava lá ao fundo, no quintal, e com muita cautela pôs o cestinho em cima da mesa. Depois, em bicos de pés, saiu e foi para sua casa, a sorrir da surpresa que a avó ia ter.
E foi mesmo uma surpresa! Quando a avó Adelina viu o cestinho, já seu conhecido, em cima da mesa, a enfeitar o dia e o seu coração, duas lágrimas de ternura escorreram-lhe pelas faces enrugadas. Aquelas eram as mais lindas romãs que havia em todo o mundo.

Maria Alberta Menéres
O livro de Natal
Porto, Porto Editora, 2003

Ler a crescer! - À beira do Lume

À beira do lume

Sossegadas as balbúrdias do dia, já a noite vinha devagarinho deitar pozinhos de sono por aqui e por ali.
Sentadas à lareira da velha casa, a avó e a neta começaram a pensar qual havia de ser a última história do dia.
— Conte lá a história da Carochinha! — pediu a Mariana.
A avó admirou-se:
— Outra vez?! Mas tu nunca me deixas acabar como deve ser...
— Hoje deixo! — prometeu a menina.
E a avó contou a história da Carochinha, como ela é conhecida.
Falou da Carochinha à janela, toda contente por ter encontrado uma moeda ao varrer sua casinha:
— Quem quer casar com a Carochinha que é formosa e bonitinha?
— “Quero eu, quero eu!” — tinham dito um cão, um gato, um galo, um boi, um burro...
Mas a Carochinha não tinha gostado da voz de nenhum deles e todos se tinham ido embora. Até que apareceu um ratinho: “Quero eu, quero eu!”
— Oh, como és engraçado! Ora fala um bocadinho, para eu ouvir bem a tua voz!
— Chi... Chi... Chi...
— Que linda fala! Vamos já casar! Vamos já casar!
E assim foi. No dia da boda, já iam a caminho da igreja para o casório, quando a Carochinha deu por falta de uma luva que tinha esquecido na cozinha, ao mexer o panelão que fervia ao lume.
— Vou já buscar a luva! — disse o ratinho, muito amável.
— Tem cuidado, não te debruces no caldeirão!!! — avisou a noiva.
— Bem — continuou a avó — o ratinho foi até à cozinha e...
A neta, que ouvia a história com muita atenção, disse de repente: — Mas a porta estava fechada!!!
A avó continuou:
— Pronto, a porta estava fechada e então o ratinho foi logo a ver da chave...
— Mas não a encontrou!!! — disse muito depressa a Mariana.
— Bem — continuou a avó — o ratinho então subiu a um postigo de grades que dava para a cozinha, e...
— Viu que não cabia por entre as grades!!! — acudiu muito aflita a Mariana.
A avó não desistiu:
— Bem, então o ratinho, que era muito esperto e queria ir buscar lá dentro da cozinha a luva da Carochinha, pôs-se à procura de um buraco na porta pelo qual entrasse...
— Mas não encontrou!!! A porta era nova! — interrompeu a Mariana.
— Bem, então não pôde ir buscar a luva da Carochinha à cozinha e voltou muito triste para junto da sua noiva, que...
— Ó avó, escusa de dizer agora que ela lhe deu a chave da cozinha, porque eu sei que não deu nada!!! — quase gritou a neta.
— Por acaso era isso mesmo que eu ia dizer... — riu a avó.
E as duas, avó e neta, ali ficaram a rir e a brincar à beira do lume e à beira de uma velha história da Carochinha que a neta não queria, por nada deste mundo, que acabasse…

com o João Ratão
cozido e assado
dentro do caldeirão!

Maria Alberta Menéres
Histórias de tempo vai tempo vem
Porto, Edições Asa, 1988