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A Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas de Resende (antes denominada BE do AVEResende) era constituída, no ano letivo de 2009/2010, pela Biblioteca do Centro Escolar de S. Martinho de Mouros (BCESMM) e pela Biblioteca Dr. Joaquim Correia Duarte (BJCD). No ano letivo de 2010/2011, a BE ficou enriquecida com a Biblioteca do Centro Escolar de Resende (BCER). Em 2011/2012, com a junção de escolas, o Agrupamento de Escolas de Resende passou a ter, com a BEgas (Biblioteca da Escola Secundária), quatro bibliotecas em funcionamento. Atualmente, e desde 2013/2014, a BE é formada por mais uma biblioteca, a do Centro Escolar de S. Cipriano (BCESC). Constituem objetivos principais da BE: disponibilizar recursos e serviços, para todas as escolas do agrupamento, e fomentar, entre estas, o diálogo e a cooperação, em parceria com as entidades locais, de modo a contribuir para a consolidação da Rede de Bibliotecas Escolares; Promover o serviço de marketing da BE.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Comemoração do Dia Internacional da Língua Materna, com Pedro Cálix



Hoje, no âmbito da comemoração do Dia Internacional da Língua Materna (dia 21 de Fevereiro), lembrámos que a língua portuguesa é um dos grandes idiomas utilizados à escala universal, sendo a quinta língua mais falada, por cerca de 250 milhões de cidadãos, em todo o Mundo (Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e em cerca de 18 outros países). Dialogámos, também, sobre a importância de a sabermos utilizar, devidamente, por meio da leitura.
Através do diálogo horizontal, da projecção de texto/imagem e da leitura de Os Ovos Misteriosos e de Anjos de Pijama, o mestre Pedro Cálix estabeleceu intercâmbio de ideias com alunos do 4.º ano do Centro escolar de S. Martinho de Mouros, tendo por objectivos principais:
. Recordar o Dia Internacional da Língua Materna;
. Promover o livro e a leitura;
. Favorecer o diálogo e a partilha de ideias.
Os alunos corresponderam às expectativas do leitor de histórias, participando activamente no diálogo estabelecido para a compreensão do lido/ouvido.
Estamos muito agradecidos, senhor professor Pedro Cálix!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

1.º Aniversário da Biblioteca Dr. Joaquim Correia Duarte


A Biblioteca Dr. Joaquim Correia Duarte, da escola EB2 de Resende, comemorou o seu primeiro aniversário no passado dia 18 de Fevereiro.
Este dia foi emocionantemente vivido por todos, em particular, pelos que possibilitaram o seu “nascimento”.
Neste dia, desenvolveram-se as actividades já em dinamização desde o início do mês, acrescentando-se:
- a visita do patrono da Biblioteca, o Dr. Joaquim Correia Duarte;
- a realização de um “bibliopaper” sobre a vida e obra do seu patrono;
- o visionamento de um pequeno filme (brevemente disponível na plataforma Moodle) sobre o antes e o agora da nossa biblioteca, realizando-se o retrato sucinto da vida pessoal e profissional do seu patrono.
Esta actividade permitiu recordar, com saudade, alguns momentos do passado, constatando e valorizando as diferenças do presente! Diferenças essas que constituem um real enriquecimento para o nosso agrupamento de escolas, o que se repercute num efectivo potencial para a melhoria de práticas a desenvolver e consequente optimização das aprendizagens.
Parabéns BJCD!
Prof. Sérgio Matos

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Bibliop@per no Carnaval



No espaço da Biblioteca do Centro Escolar de S. Martinho de Mouros, as turmas do 3.º ano participaram, com muito interesse, empenho e competência, na realização da actividade Bibliop@per no Carnaval, tendo por objectivos principais:
. Explorar a Biblioteca, de forma a serem encontradas as respostas correctas para as questões colocadas;
. Incentivar à leitura, pesquisa, selecção e registo de informação.
Cada equipa escolheu o nome que teria e procedeu-se à organização do trabalho, a partir de explicações e orientações prévias, por parte da senhora professora bibliotecária.
Os alunos da equipa “Super-turma” foram os vencedores, com 25 pontos. Além das palmas, receberam, como prémio, o livro À espera de Maria Marmota, de Géraldine Elschner, oferecido pela editora Ambar.
Foram momentos que potenciaram a leitura, a atenção e o empenho pessoal e que agradaram, em especial, aos alunos!

Testamento dos compadres

Testamento dos compadres do Centro Escolar de S. Martinho de Mouros








Testamento dos compadres das EB1 de Rendufe e Vinhós

A ti, menina Inês
Sempre tão calada
Deixo-te uma bicicleta
Para ganhares pedalada

E tu, menino Luís
Que da escola és o primeiro
Chega-te às raparigas
Não queiras ficar solteiro

A ti, menino Filipe
Que te havemos de deixar
O livro das tabuadas
P’ra começares a estudar

Para ti, menina Andreia
Tão rápida e repentina
Deixo-te o meu Magalhães
Por seres tão boa menina

E tu, linda Tatiana
Que pareces caladinha
Deixo-te a mini-saia
Para mostrares a perninha

Para o menino Ivan
Que da escola és vizinho
Deixo-te o meu portátil
E ganha mais juizinho

Para a Andreia pequenina
Que se anda sempre a rir
Deixo a minha boneca
Para contigo dormir

Para ti, menina Ana
Rapariga muito airosa
Deixo-te os meus sapatos
Para ficares mais vaidosa

A ti, menino Ângelo
Deixo-te as minhas botas
Para estares com mais atenção
E dares menos cambalhotas

Viva o menino Marcelo
Todo cheio de medidas
Vê se perdes esse medo
E encosta-te às raparigas

E tu, menina Cláudia
Tão bonita e tão airosa
Deixa-te de tremuras
Não sejas assim nervosa

A ti, menina Verónica
Toda cheia de peneira
Deixo-te o meu anel
Por seres tão namoradeira

Para ti, menino António
Sempre tão trabalhador
Deixo-te uns ténis novos
Para seres bom corredor

A ti, menina Marlene
Que andas sempre distraída
Deixo-te a minha borracha
Que a tua está roída

P’ra professora Amélia
Que gosta de imprimir
Deixo-te a minha impressora
Porque a nova não há-de vir

À professora de Vinhós
Sempre muito arrumadinha
Arranjem-lhe mais alunos
Diz que se sente sozinha

P’ra professora de apoio
Que esquece os lápis no bolso
Deixo-lhe uma mala maior
Onde lhe caiba o almoço

Aos professores do agrupamento
O que havemos de deixar
Muitas bengalas e muletas
Para até velhos trabalhar


Testamento da comadre da EB1 de Cárquere

Para o menino Miguel
Não sei o que lhe deixar
Deixo-lhe uma saia
Para ele se mascarar

Para o menino Pedro
Não sei que lhe deixar
Deixo-lhe um casaco
Para ele se agasalhar

Para o menino Luís
Não sei que lhe deixar
Deixo-lhe o meu creme
Para ele se maquilhar

Para o menino Paulo
Não sei que lhe deixar
Deixo-lhe um pente
Para ele se pentear

Para o menino Leandro
Não sei que lhe deixar
Deixo-lhe uma boneca
Para ele brincar

Para o menino Marcelo
Não sei que lhe deixar
Deixo-lhe juízo
Para ele estudar

Para o menino António
Não sei o que lhe deixar
Deixo-lhe um livro
Para ele estudar

Para o senhor professor Eugénio
Não sei o que lhe deixar
Deixo-lhe alunos
Para ele se cansar

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Mensagem de amizade/amor


Revelamos algumas fotografias que retratam momentos relativos ao desafio lançado, no início da semana, através da disciplina Biblioteca Escolar da plataforma Moodle, tendo por objectivos principais:

. Promover os valores de amizade e de amor entre os elementos humanos de cada escola do agrupamento;

. Incentivar à escrita ou representação de mensagens sugestivas, através da participação e colaboração dos alunos, das assistentes operacionais, dos encarregados de educação e dos professores.

Até ao momento, existem já muitas mensagens que serão entregues, durante a próxima semana, a cada destinatário!





A Equipa da Biblioteca Dr. Joaquim Correia Duarte, com o mesmo intuito de desenvolver competências do domínio social, sensibilizando os alunos do 2.º ciclo para a importância dos afectos e para a reflexão e escrita criativa, num contexto especial como o do Dia de São Valentim, surpreenderá um(a) amigo(a) ou uma pessoa especial aquando da entrega da mensagem de amizade/amor!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Ler a crescer / Ler+

A Menina Gigante
Era uma vez uma jovem gigante. Vivia recolhida na orla da floresta porque tinha medo de assustar os homens. Certa vez, tinha encontrado uma senhora a apanhar cogumelos, que arregalou os olhos e fugiu a correr, cheia de medo.
A jovem gigante ficava muitas vezes à janela de casa a pensar no que a mãe, uma mulher normal, lhe dissera:
— Um gigante, ainda vá. Mas uma gigante? Vais ficar só na vida. Nenhuma rapariga vai querer-te como amiga porque o teu tamanho inspira medo. Nenhum rapaz vai apaixonar-se por ti. Os homens gostam que as mulheres olhem para eles de baixo para cima.
Aconteceu que um guarda-florestal construiu a sua casa à beira da menina, na orla da floresta, e olhava muitas vezes para ela, do outro lado.
O rosto que surgia à janela do primeiro andar agradou-lhe. Numa manhã, antes de ir para a floresta, acenou-lhe com a mão.
A gigante acenou-lhe timidamente e ficou a seguir o rapaz com o olhar, até ele desaparecer, pequenino, entre as árvores.
“Se viesse agora alguém do meu tamanho!”, pensava ela. A partir daquele dia, antes de ir para o trabalho, o jovem guarda-florestal passou a trocar algumas palavras com a vizinha em cima, à janela.
Pelos finais de Fevereiro, quando os dias começaram a crescer, ele ouviu falar de uma festa de Carnaval na cidade. “Vou perguntar à minha vizinha se quer vir comigo”, pensou ele.
À noite, ao regressar do trabalho, não a encontrou à janela. Bateu à porta, mas ninguém abriu. Então, rodou a maçaneta. Da porta, olhou para o quarto e assustou-se.
Estendida no chão, em cima de um colchão enorme, estava uma gigante a dormir. A sua cara era agora ainda mais bonita do que à janela. Um sorriso iluminava-a, talvez estivesse a ter algum sonho agradável.
Sem fazer barulho para não acordar a gigante, o guarda-florestal fechou a porta e foi para casa. Devia guardar segredo a respeito do que presenciara.
Na manhã seguinte, o rapaz parou debaixo da janela e gritou para cima:
— Há uma festa de Carnaval na cidade. Não quer lá ir, vizinha? Talvez eu consiga reconhecê-la, mesmo disfarçada. Olhe que era divertido!
— Oh! — balbuciou ela. — Carnaval? Não saberia de que havia de ir vestida!
— No Carnaval tudo é possível — disse o guarda-florestal a rir. — De certeza que vai haver muitos duendes, fadas, bruxas, gigantes!
A jovem pensou então: “ Esta é uma boa oportunidade para me misturar com as pessoas. Toda a gente vai pensar que eu estou mascarada de gigante. Ninguém vai assustar-se comigo.”
Então, a jovem gigante foi à cidade e misturou-se com os mascarados. Sentiu-se bem no meio de tantas bruxas, ciganas, índios e anões. Muitas pessoas, principalmente crianças, paravam a olhar para ela admiradas.
Uma menina pequenina exclamou:
— Gosto de ti, gigante. Gostava de andar às tuas cavalitas no jardim zoológico e poder finalmente olhar a girafa de frente.
A jovem gigante fechou os olhos por um momento e imaginou como seria estar com a menina e com a girafa.
— E eu — exclamou um rapazinho — gostava de andar aos teus ombros no circo. No espectáculo de ontem tive de ficar sentado atrás e não vi quase nada!
A gigante fechou os olhos por um momento e imaginou-se no circo com o menino.
— Também eu ficaria contente se te tivesse — disse um adulto. — Algumas telhas na minha quinta estão partidas e a goteira está entupida. Não te seria nada difícil arranjar aquilo.
A gigante fechou por momentos os olhos e imaginou-se a reparar o telhado do lavrador. Saber que as pessoas podiam precisar de alguém do seu tamanho deixava-a contente.
De repente, um cochicho passou pela multidão e abriram lugar a um segundo gigante. Atravessou a ponte em direcção à jovem e agarrou-a pelas mãos.
O gigante e a gigante dançaram, juntos, um gigantesco minuete. As pessoas batiam palmas. A gigante gostava de dançar. Finalmente podia olhar para uns olhos directamente à sua frente e não muito abaixo de si. Através da abertura da máscara, olhava para uns olhos maravilhosos, onde estavam reflectidos florestas, nuvens, o azul do céu.
“Finalmente alguém do meu tamanho!”, pensava ela. “Não foi com isto que sonhei durante tanto tempo?”
Uma espanhola mascarada esticou a mão e puxou a perna das calças do gigante. Queria saber se aquelas pernas compridas eram verdadeiras. O gigante começou a vacilar e um par de andas caiu ao chão. Viu-se então que ele não era um gigante mas um homem de tamanho normal.
Por detrás da máscara deslocada, a jovem reconheceu o seu vizinho, o guarda-florestal. As lágrimas corriam-lhe pela face.
— E tu? — perguntou uma das crianças à gigante. — Ao menos tu és a sério?
A jovem limpou as lágrimas com as costas das mãos. A cólera e a tristeza davam-lhe coragem e gritou:
— Todos têm de ficar a conhecer o meu segredo! Sim, sou uma gigante verdadeira! Moro sozinha na orla da floresta para não vos assustar! — fez uma pausa. Mas ninguém fugiu assustado.
— A sério? Mas isso é óptimo! — disse um rapazinho. E olhava para ela, cheio de admiração.
O guarda-florestal, que, muito envergonhado, se afastara, aproximou-se da jovem e, cheio de coragem, disse-lhe:
— Eu também quero libertar-me do meu segredo. Há já algum tempo que sei que és uma gigante. Mas, acaso isso é razão para não te amar? Também os meus amigos, as árvores, são grandes. Se quiseres, mostro-tas amanhã.
No dia seguinte, o guarda-florestal e a jovem gigante passeavam pela floresta. E iam de mão dada!

Eveline Hasler Die Riesin
München, Ellerman Verlag, 1996
(Tradução e adaptação)