Os livros, para mim, são como portas que permitem fugir do quotidiano para um mundo de fantasia, magia e aventura.
Adelino Magalhães – 11.º C
**********************
Os livros são as sementes das ideias e da vida. E a semente germinará, se for regada de verdadeiro espírito humano. Cada livro dará origem a belas plantas. A pouco e pouco, um bom leitor levará no coração e na mente o seu próprio jardim de virtudes.
Bruno Oliveira – 11.º C
**********************
Antes de saber ler, eu já sentia a magia dos livros, folheava-os e, a partir das suas imagens, criava as minhas próprias histórias. No momento em que aprendi a ler, senti-me preparada para iniciar uma longa viagem pelo mundo das letras que ainda me era um pouco desconhecido. Comecei com temas simples, lembro-me de ler livros com apenas dez páginas preenchidas com cores vivas e palavras simples e poderosas que me enchiam o coração. Ter os livros como “amigos de infância” foi uma experiência incrível, pois podia viajar por todo o lado e o único limite que me era imposto era regressar a tempo da hora de jantar, aparentemente uma tarefa fácil, mas eu nunca a cumpria.
Esta longa viagem, referida anteriormente, não terminou por aqui, pois mais tarde começaram a aparecer-me páginas a preto e branco e histórias que não terminavam com a típica frase “e viveram felizes para sempre”. Por muito estranho que seja, os livros nunca perderam a sua magia, mas, pelo contrário, começaram a fazer cada vez mais parte da minha vida. O facto de deixar um pouco a fantasia de lado e começar a viver mais a realidade, colocou-me numa situação em que eu e os livros já eramos amigos chegados, pois partilhávamos experiências e víamos o mundo tal como ele era na realidade, sem filtros.
O livro que mais me marcou foi “A Lua de Joana” e foi-me sugerido pela professora Minervina há alguns anos. Ainda hoje me lembro, não só da história em si, mas também das emoções que foram vividas na sua leitura. Eu tinha deixado os livros com cores não há muito tempo e estava muito entusiasmada por ler um livro que tivesse mais texto e menos cor, sentia-me crescida por o fazer. A minha mãe embarcou comigo nessa aventura e eu só percebi o poder daquelas páginas amareladas quando a vi a derramar uma lágrima. Era certo que estávamos as duas a viver a história, mas como era um tema novo para mim, penso que o que senti foi mais surpresa e vontade de continuar a ler e foi aí que percebi o quão poderosa pode ser uma história se for vivida.
Clara Pinto – 11.º B
**********************
O que é um livro para mim? Não posso dizer que a minha relação com os livros foi sempre a melhor, porque estaria a mentir. Mas a minha opinião alterou há alguns anos, quando comecei a ler a “Saga Luz e Escuridão” de Stephenie Meyer. Esta saga despertou em mim o fascínio pela leitura. Fiquei tão maravilhada com esses livros que, às vezes, me pergunto como foi possível eu alguma vez ter pensado que ler era muito “chato”. Sem dúvida, os livros que mais me cativaram a partir desse dia foram de fantasia e romance, porque é fantástica a forma como eles nos conseguem introduzir num mundo imaginário, com toda aquela magia, e história que nos “prendem” até à última página. É impressionante, nunca me canso de ler este tipo de livros.
Embora “Crepúsculo” tenha sido o primeiro livro que li por minha vontade, não foi este que mais me marcou. O livro que, sem sombra de dúvidas, mais me marcou foi “A Rainha Vermelha”, uma fantasia de Victoria Aveyard. A capa pode não ser muito sedutora, pois faz-nos pensar que aquela história é mais de luta e que não tem uma história envolvente, mas como diz o ditado “nunca devemos julgar um livro pela capa”. Este não é aquele livro de princesas e rainhas que são salvas pelos seus príncipes e reis encantados, como estamos habituados a ver. Nesta história, embora haja romance, a personagem principal é bem independente, chegando muitas vezes a arrepender-se de recusar a ajuda dos outros. Neste livro, o que mais me fascinou foi o facto de a autora nos conseguir transportar para todo aquele mundo imaginário de magia e guerra. Este é um livro que quero guardar para sempre no meu coração, naquele cantinho especial.
Sei que, por vezes, ler pode ser “chato”, já pensei muitas vezes isso, e há alguns livros que ainda penso serem, mas temos de lhes dar uma segunda oportunidade, porque existem diferentes géneros de livros. Todos nós temos gostos diferentes, um livro pode ser chato para mim e ser cativante para ti. Cada um tem a sua opinião, e há que respeitar isso. Por isso, apenas peço que peguem num livro que vocês achem interessante e comecem a ler, vão ver que quando derem conta já estão tão envolvidos naquela história e naquele mundo que não querem nunca mais sair de lá.
Para mim, um livro é tudo isto. É paixão, magia, comédia, luta, ciência, aventura… É uma palavra que nos oferece tanto, oferece-nos um mundo aberto cheio de magia e palavras sem precisarmos de sair do nosso lugar. Um livro não nos dá um final concreto, um livro deixa-nos, mesmo depois de o terminarmos, traçar o nosso próprio fim. E ficamos ainda a pensar o que teria acontecido se mudássemos algumas cenas nele. Um livro é um mundo que nos dá largas à nossa imaginação, isto é, nós podemos imaginar os nossos próprios personagens e cenários, aqueles que achamos mais adequados para aquela história. É difícil arranjar palavras para descrever um livro, pois todas servem, porque um livro é a junção de todas as palavras possíveis, até das inventadas.
Francisca Tuna – 11.º B

Sem comentários:
Enviar um comentário