Depois de lida e analisada a obra de Oscar Wilde, na BCER, pela turma R9, sob a orientação dos senhores professores Prazeres e Zé Rui, na abordagem do tema "avareza", os criativos alunos abrilhantaram esse espaço com uma ilustrativa pintura do Gigante Egoísta, acompanhada pela seguinte criação textual:
Uma noite no jardim do Gigante
Ano de 2050
O Gigante com o seu cabelo branco, pele enrugada, voz trémula e sem grandes forças para carregar o seu corpo, sentado no peitoril da janela, apreciava o seu lindo e grande jardim, através de uma touca de óculos 3 D.
Era uma noite de inverno, a Lua estava cheia, as pequenas flores que resistiram ao frio, agora iluminadas por esse satélite, deixavam cair uns fios prateados, brilhantes.
No meio do jardim, um rato pequeno, acinzentado e esperto procurava castanhas, avelãs e nozes. Ao seu lado, uns jovens esbeltos, formosos e elegantes passeavam por entre as árvores e recordavam o seu tempo de infância. Uma tela digital projetava: «Tanto brincámos aqui... tanta felicidade... tanto medo... e, agora, nem nos vê!»
De imediato, a luz dos óculos do Gigante apagou-se e os jovens seguiram para o castelo, iluminados por pirilampos comandados por robôs.
Naquele itinerário, tudo em seu redor era projetado e tranquilo.
O Gigante Egoísta, sentado na «cadeira de rodas», recebia a informação através das câmaras. Sabia que os jovens eram frágeis crianças que brincavam no seu jardim.
Foi, então, que, chegados os jovens ao palácio, o Gigante abriu os seus enormes braços. Felizes, os jovens inclinaram as suas cabecitas, rasgando das bocas um belo sorriso. As flores, essas, desabrocharam, transbordando pétalas multicolores. Os pássaros chilrearam, alegremente. E a noite tornou-se dia.
Muitos parabéns, aos alunos e respetivos senhores professores!


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